segunda-feira, 13 de maio de 2013

Os bons (tempos?) voltaram

Preparem suas cabeças de robô e suas calças boca-de-sino, após um hiato de sete anos, o Daft Punk está de volta no melhor estilo Anos 70. Sim, anos 70! A base deste album está muito mais tranquila comparando com os trabalhos anteriores, mas a quantidade de elementos torna Random Access Memories -indiscutivel - o registro mais rico do duo formado por Thomas Bangalter e Manuel-Guy de Homem-Christo (a começar pelas colaborações de Nile Rodgers, Pharrell Williams, Paul Williams, Julian Casablancas, Panda Bear, DJ Falcon, Todd Edwards e o mais que notório Giorgio Moroder)

Mas, além das colaborações, o álbum é -com o perdão do clichê - uma experiência auditiva e também emocional. Não esperem nadinha como "Around The World", "One More Time" ou "Robot Rock", mas saibam que tem MUITA coisa boa por aí.

1- Give Life Back To Music: meio michael jackson, meio Tap Out (primeira faixa do album Comedown Machine, da banda de rock-?- estadunidense The Strokes -que já foi resenhado aqui), vocoder só pra variar

2- The Game Of Love: parece coisa de instrumental do Marvin Gaye com um toque de tristeza e vocoder (vou evitar essa palavra, afinal, estamos nos referindo a Daft Punk)

3- Giorgio by Moroder: impressionante, maravilhosa e instrutiva. Violinos e solos de bateria e baixo na mesma faixa, uma progressão espetacular. Quase dez minutos muito bem gastos.

4- Within: que música linda, que coisa emocionante, capaz de causar lágrimas nos mais sensíveis.

5- Instant Crush: parece mais um dos trabalhos de Julian, mas com o comando de mestre de Daft Punk (não estou me referindo a vocoder, ok?)... Essa parceria deveria ter sido pensada há muito mais tempo.

6-  Lose Yourself To Dance: não é tão dançante quanto o título sugere, mas ainda assim é super envolvente e, pra variar, nostálgica.

7- Touch: início espacial que deu saudade de Discovery, progresso para uma classuda seção de metais e um breadown marotíssimo, contando com um coral (SIM!), synths rápido no estilo videogame, bateria lenta,  novamente os violinos classudos e pausa dramática para encerramento em voz e piano. De cair o queixo.

8- Get Lucky: boa, porém medíocre (principalmente vindo depois de uma faixa estonteante como Touch)

9- Beyond: um lindo começo de violinos, mesmo, mas fica um pouco de "mais do mesmo" quando a faixa REALMENTE se inicia. Não foi além... Uma pena.

10- Motherboard: bateria forte, violinos e algo que parece clarinete ou fagote (o que impressionou ainda mais), mas depois disso, nenhum elemento surpresa até a pausa dramática com ruído no meio, que trouxe uma queda e um novo riff de synth antes que a faixa se tornasse enjoativa.

11- Fragments Of Time: uma faixa um tanto feliz com menos ares de duo eletrônico e mais cara de banda, investindo mais no elemento humano em sua forma mais tradicional.

12- Doin' it Right: uma faixa com cara de hip hop atual com um encontro de voz "crua" cantando e tratada eletronicamente no vocal de fundo, tornando esta uma faixa de múltiplas nuances.

13- Contact: parece uma mistura de trilha sonora de Tron: Legacy com reta final de uma jornada pelo espaço e (por que não?) pelo tempo.

Random Access Memories merece ser aplaudido de pé.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Uma nova máquina?

Após três anos, enfim, foi lançado o album novo da banda de "garage revival" The Strokes. Primeiramente, as aspas são porque todo fã da banda já percebeu que desde que Julian Casablancas lançou seu Phrazes For The Young (em 2009, se não me falha a memória), a banda se distanciou bastante do som sujo com guitarras distorcidas e riffs marcantes de baixo característicos dos três primeiros álbuns e tomou uns ares bastante referenciais ao synthpop dos anos 80.

Ou seja, pensar no "Comedown Machine" como algo parecido com Is This It é, sim, descartado... Mas também não pense em uma sequência para o Angles. Se você gostou do Angles e esperava um pouco mais daquilo, poderá ter alguma decepção.

Logo na primeira faixa, "Tap Out", percebem-se as referências auditivas claramente oitentistas, como o riff de guitarra suingado e a bateria meio "disco" que remete um pouco a "Don't Stop Til You Get Enough" (Michael Jackson) ou "Heart Of Glass" (Blondie). Destaque à parte para os falsetes de Julian Casablancas, que se repetem no decorrer do album e foram algo bem marcante desde o lançamento do single One Way Trigger, motivo de discórdia entre muitos fãs da banda (entre o ódio e o amor pela faixa).

Ah, para os que queriam algo parecido ao menos com Room On Fire, há duas faixa que trazem um pouco da atmosfera destes tempos sujos e crus: "All The Time" e "Slow Animals". Mas fica só aí mesmo, não crie falsas esperanças, me desculpe.

O album também conta com faixas muito boas para fazer dancinhas como aquelas dos bailes de filmes dos anos 80. Não se surpreenda se estiver ouvindo "Welcome To Japan", "50/50", "Partners In Crime" ou "Happy Endings" e te der vontade de assistir Gatinhas e Gatões, Clube dos Cinco ou Karate Kid, é bem este o clima de Sessão da Tarde que estas faixas transmitem.

E logo a faixa que PELO TÍTULO te faz pensar "olha, essa vai ser um tanto quanto revival mesmo, deve vir um synth vigoroso"... Não, caras. "80's Comedown Machine" mais parece uma daquelas faixas para pensar na vida e admirar a beleza das pequenas coisas, com guitarras que aos desavisados chegam a parecer violinos. Remete um pouco a "Taxi Cab", do Vampire Weekend (ouça em sequência e tire suas conclusões).

A faixa que mais parece uma incursão no tempo é "Chances", que quase te faz sentir o cheiro de laquê na atmosfera, as calças de cós alto e as camisas de cores berrantes.

Por fim, como tradição, uma faixa soturna e melancólica para encerrar: "Call It Fate, Call It Kharma". Esta, que é a maior interrogação entre os fãs de Strokes: seria o fim do album TAMBÉM o fim da banda? Haverá algum trabalho que traga de volta a proposta de Garage Revival? Strokes vai continuar sendo quase que uma banda de Synth Rock? Strokes CONTINUARÁ SENDO UMA BANDA?

Bem... Isso só o tempo e os integrantes da banda poderão dizer. Aos apreciadores, resta esperar e aproveitar este ótimo album deste "novo" The Strokes.

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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Playlist pro feriadão



A Banda – Chico Buarque
Música um pouco antiga, de 66, se não me engano, e com uma incrível letra e melodia, capaz de emocionar até mesmo os que não são chegado à mpb, como eu.
http://www.youtube.com/watch?v=wFPPawLq_5Q

Something to believe in – Ramones
Logicamente não podia faltar Ramones numa playlist feita por mim, em especial “Something to believe in” que consegue relatar tão  bem os sentimentos de desesperança e restaurar a nossa.
http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=-XHfme9xmzs&feature=fvwp

Beware – Michale Graves
Do album “Punk Rock Is Dead” possui uma certa “delicadeza” ameaçadora, como bem sugere o título (“cuidado”).
http://www.youtube.com/watch?v=kBolx6zEEwk

Muita estrela, pouca constelação – Camisa de Vênus
Com a participação do ilustre mestre Raul Seixas, retrata o cenários mainstream do rock, já nos anos 80.
http://www.youtube.com/watch?v=awxNcz0btfQ

Heroes - David Bowie
Admito que nunca dei muita atenção a esta canção até assistir à "As vantagens de ser invisível", na qual o protagonista ao ouvir a música se sente infinito, a partir de então eu comecei a prestar atenção em sua  melódia e compreendi a sensação de infinidade dele.
http://www.youtube.com/watch?v=UElV9m9Q5Vk

sábado, 20 de outubro de 2012

Drama e Diamantes

No cenário underground do pop, ela é a nova diva, a it girl. Bonita, talentosa, promissora e com uma notável presença de palco. Seria um clichê dizer que Marina Diamandis brilha em sua performances, mas não dá pra evitar o brilho dos olhos ao contemplá-la.

Sim, isso mesmo, hoje vou resenhar Marina & The Diamonds. Mais especificamente do novo album, "Electra Heart".

Marina, consagrada pelo considerável sucesso do seu álbum de estreia, "The Family Jewels", mostra que pode ser tão boa quanto - ou até mesmo melhor que - as divas conhecidas por suas farofas consagradas com um álbum coeso e muito bem produzido.

Você pode até pensar que Electra Heart é uma personagem que quer te seduzir com uma batida envolvente querendo ser sua "bubblegum bitch" mostrando toda a sua vontade de ser uma "Primadonna"... mas, ao decorrer do album, percebe-se que não é sobre uma pessoa que não mede esforços para conseguir seu papel principal (como exemplificado na faixa "Teen Idle").

Na verdade, o álbum é uma caricatura do próprio mundo do pop, que quer ter o poder e controlar ("Power And Control"), promove o sucesso a partir da confusão ("Homewrecker") e faz todos acreditarem que apenas existem, sem ter vida ("Living Dead") e que não faz sentido estar acordado se a liberdade existe apenas em seus sonhos ("State Of Dreaming").

Você pode bater cabelo com o "Electra Heart", sim, mas também pode pensar nas letras e se impressionar com a capacidade vocal de Marina Diamandis, que mostra ter MESMO a qualidade de uma primadonna.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Primeira Dose

Esse mês foi notório pelo "vazamento" (que considero como nada menos que estratégia de marketing) de vários álbums esperadíssimos de bandas como The Killers, Muse e os tiozões do "novo" punk rock, Green Day.

Pra quem não sabe, a grande ambição do Green Day é o lançamento de uma TRILOGIA , com o ¡UNO! (que seria lançado dia 25 de Setembro, mas "vazou" dia 18), o ¡DOS! e o ¡TRÉ! (e que o último tem o Tré - baterista -na capa por razões óbvias)

O estardalhaço todo foi feito, e CLARO, baixei os albums que vazaram (exceto 2nd Law, pois confesso nem sempre ter paciência para prestar atenção em Muse) e algumas verdades precisam ser ditas.

Primeiro pensamento ao ver Billy Joe muito louco na capa: será que o punk vida loca sem a imagem politicamente CHATA do 21st Century Breakdown voltou? Acredito que sim, porque aos primeiros acordes de Nuclear Family, já deu vontade de correr e arrumar problema como o Jason Statham na franquia de filmes Adrenalina (alucinantemente trash, mas não vim aqui para falar de filmes.)

Melhores faixas: Nuclear Family, Kill The DJ, Troublemaker, Rusty James e Oh Love (apesar de meio pop)

No entanto, percebi que há algumas coisas muito similares ao que eles já fizeram, como Stay The Night (lembra uma mistura de American Idiot e Basket Case) e Carpe Diem (muito similar a 21st Century Breakdown). Há também o caso de Let Yourself Go e Angel Blue , muito similares entre si.

E, por fim, duas faixas que achei descartáveis: Fell For You e Sweet 16, que beiram a barreira do comum ao enjoativo.

O que resta é esperar o resto da trilogia para saber se o punk rock ressuscitou ou ainda está em coma (porque também já foi tempo de Offspring fazer um album punk-ska representativo na cena, saudades...).


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Indiepressão

Agosto, oitavo mês do ano, conhecido por seu mau agouro que sopra com o vento. Agosto, o mês do desgosto, o mês do crazy dog, o mês de... fazer uma playlist para ficar em casa, desligar o telefone e impedir que algo ruim aconteça. Então, ao menos faça isso com a playlist da INDIEPRESSÃO (que demorou, mas saiu), com as oito músicas mais "urucubaca" do cenário.

Para começo de conversa, a banda mais azarada do stream: Interpol. Só a voz do Paul Banks já carrega um sentimento pesaroso para quem ouve... Mas música que eu considero um "ode ao azar" da Interpol é "No I In Threesome" , afinal, para um homem isso é uma tremenda má sorte.




Outra música que me remete a sentimentos sombrios é "Tranquilize", do The Killers. Sim, Brandon Flowers consegue inspirar um certo pavor dramático; porém, a atmosfera agonizante é causada pelo vocal grave e arrastado do Lou Reed (ex-vocalista do The Velvet Underground, para quem não conhece).




Igualmente sombria, porém pouco conhecida das terras d'além-mar, She Wants Revenge não deixa a desejar para as chamadas "bandas grandes". Prova disso é "True Romance", uma música de letra muito bem elaborada e um instrumental que mostra que é uma banda "ultrajovem e merece respeito".



Continuando com tesouros novos, tem o Gotye com "Somebody That I Used To Know", que virou praticamente uma mania e já saiu há tempos do cenário underground. Não se sabe o que corta mais o coração nessa música, a letra ou os agudos comoventes com interpretação visceral...



Lembrando um bolero, com um teclado que remete vagamente ao Fender Rhodes do Ray Manzarek (tecladista do The Doors e um mito à parte, fico devendo um post sobre The Doors - ME COBREM!), "Teammate" , do Kaiser Chiefs não chega a ser obscura, mas tem uma certa agonia psicodélica.



E, se tratando de sentimentos tristes, é uma unanimidade falar de Coldplay. Uma sessão de "Parachutes" ou "X and Y" seria o bastante para naufragar nas próprias lágrimas; mas em um momento "da deprê", a mais apropriada seria "The Hardest Part" (por razões óbvias). O clipe é absurdamente nonsense, mas a música complementa todo um contexto melancólico.



Corações partidos por abandono deprimem... Mas paixões mal-correspondidas TAMBÉM. Por isso, e também pela melodia meio folk, "You", do The Pretty Reckless entra na playlist apesar de não ser propriamente indie, nem azarado. Entrou simplesmente por me emocionar



E, para encerrar... Ele, o rei da depressão anti-mainstream, bizarro, vegan, assexuado, de sangue irlandês e coração inglês... Morrissey. E se Morrissey é rei, "Suedehead" é o hino oficial da Indiepressão; e se você nunca se flagrou cantarolando "I'm sooo sorry" dando uma pinta violenta... nunca é tarde.


Espero honestamente ter agradado. Dicas, sugestões, elogios e/ou xingamentos, vem pro Facebook do Reforma ou... reclame no twitter do blog.

Ah, e desde já, agradeço pela ajuda da Meline no post, foi MUITO bem-vinda.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

As 3 mais perfeitas músicas



1- Wish you were here – Pink Floyd
Em um tom de certa forma melancólico e ainda assim belo, essa canção fala de saudade numa forma metafórica e encantadora, que me faz querer chorar sempre que a escuto.

2- Hey Jude – Beatles
Mesmo não sendo fã dos Beatles, e os considerando um pouco tediosos, não há como negar a perfeição contida em “Hey Jude” na voz do Paul e em tudo o que constitui a música, incluindo o “Pega o cavaquinho”. Simplesmente me faz sentir falta de uma época em que não estive, pelo menos não nessa vida.

3- Redemption Song – Bob Marley
Quebrando o ritmo de rock, vem reggae na voz de seu rei e com suas grandes mensagens. Não há o que dizer, você tem que escutar para compreender.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

5 músicas nacionais para ouvir antes de morrer

Camisa de Vênus


Cazuza & Barão Vermelho – Maior abandonado
Porque viver sem ter ou vido nosso grande Cazuza não pode ser considerado viver, apenas consumir oxigênio e gastar matéria, principalmente se nunca tiver ouvido “Maior abandonado”.
http://www.youtube.com/watch?v=O26TAyIx3ng

Frejat – Segredos
Um pouco de romance é sempre bom, principalmente na voz firme de Frejat, que consegue tornar a música ainda mais bela do que se fosse com uma voz fina e delicada.
http://www.youtube.com/watch?v=DrXa82roFS0

Camisa de Vênus – Correndo sem parar
Rebeldia baiana exibindo  os ideais anarquicos que não aceitam as coisas como estão, mostrando o rock nacional nos anos 80, é isso que “Correndo sem parar” representa.
http://www.youtube.com/watch?v=Li2gWwawQN8&feature=related

Legião Urbana – Índios
Renato Russo falando sobre o passado que se reflete nos dias atuais, de como os índios foram enganados e tiveram sua terra “roubada” e critica o sistema capitalista que explora as pessoas do mesmo modo como os portugueses exploraram os nativos.
Inimigos do Rei – Adelaide
Não tem exatamente uma mensagem, é apenas uma canção para fazer rir e grudar na mente com cantadas de para-choque de caminhão como “Se você é uma geladeira eu posso ser o seu pinguim” ou convites bizarros como “Que tal irmos prum boteco assar um javali?”.
http://www.youtube.com/watch?v=UgttrS_DFTE

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Queimando na amizade

Imagine uma banda que misture um vocal Duran Duran, um instrumental eletrônico com pitadas de Daft Punk e uma finalização percussiva que provoca em qualquer um as dancinhas excêntricas dignas de Florence Welch...
Se não conhece as referências, ouça. Mas, se você conhece dois terços ao menos, deve estar pensando "que farofa é essa?!"

Apresento-vos... Friendly Fires.



Apesar das minhas associações sonoras, a banda inglesa (formada em 2006) se diz influenciada pelo techno da gravadora alemã Kompact e por Prince.

Formado por Ed McFarlaine (vocal, baixo e sintetizadores), Edd Gibson (guitarra) e Jack Savidge (bateria), o Friendly Fires tem dois albuns de estúdio gravados: Friendly Fires (2008) e Pala (2011), além dos EPs Photobooth (2006), Cross The Line e The Remix (2007).

Bom para incendiar na pista e apagar com o cabelo ou simplesmente pra dar uma curtidinha amigável em casa. Agora, chega de falar e prove mais uma experiência aprovadíssima pelo núcleo Indie do Reforma.




quinta-feira, 5 de abril de 2012

As 20 melhores músicas dos Ramones



20- Outsider
Do álbum Subterranean Jungle de 1983 conta com um divíssimo refrão no qual quem canta é o Dee Dee (não como backing vocal, mas sim como principal).

19- Substitute
Do álbum Acid Eaters, de 1993, é um cover do The Who, e que, diga-se de passagem, não sai da cabeça nem tão cedo.

18- Born to Die In Berlin
Do Ádios Amigos, de 1995, é o a última faixa do último álbum, e é bem triste se você escutá-la pensando nisso, mas conta com uma participação do compositor da música (o eterno Dee Dee Ramone) cantando um refrão em alemão.

17- I need your love
Também do Subterranean Jungle, é aquela baladinha romântica punk. Combinação estranha? Não para os Ramones!

16- Teenage Lobotomy
Do Rocket To Russia, de 1977, só deve ser escutada se você estiver disposto a passar o resto da vida ouvindo o Dee Dee gritar "LOBOTOMY! LOBOTOMY!"... Caso contrário, pule para a próxima canção.

15- Pinhead
Apenas gabba gabba hey! Leave Home, 1977

14- Questioningly 
Do Road To Ruin, de 1978, é a canção mais fofa do álbum, e se você for como eu, vai ficar se questionando sobre para quem o Dee Dee teria escrito esta canção.

13- She Belongs To Me
Ainda no clima de canções românticas e fofas, entra essa delicadeza do Animal Boy, de 1986. Talvez você também fique se questionando sobre para quem essa música foi feita.

12- Love Kills
Também do Animal Boy, conta com o Dee Dee como vocal principal e fala sobre o casal punk Sid e Nancy.

11- Sheena Is A Punk Rocker
Do Rocket To Russia, é um dos clássicos dos Ramones. 

10- Here Today, Gone Tomorrow
E o que não falta nos meus feios mais lindos do mundo é canção romântica... 

9- California Sun
Do Leave Home, de 1977, essa aí é uma canção pra se ouvir na praia, ou ficar na vontade... :/

8- The KKK Took My Baby Away
Do Pleasant Dreams, de 1982, foi criada pelo Joey Ramone para o John Ramone, que roubou a mulher da vida do nosso cara vocalista.

7- Psycho Therapy
 
Do Subterranean Jungle, só deve ser escutado se você não se importar de passar o resto da vida com "psycho therapy, psycho therapy" na cabeça.

6- I wanna be your boyfriend
A primeira canção romântica do primeiro álbum (Ramones, 1976) tem letra tão fácil, que é complicado não sair cantarolando "Do you love me baby. What do you say? Do you love me baby? What can I say?" mesmo depois de a música ter terminado.

5- Rock N Roll High School
Descreve o que qualquer estudando sente.End of the century, 1980.

4- Pet Sematary
Criada para um filme de terror, tem uma das frases mais épicas do mundo (parei) "I don't want to live my live again". Brain Drain, 1989.

3- It's Gonna Be Alright
Do Mondo Bizarro, de 1992, é a música com a mensagem mais bonita dos meus punks. 

2- Blitzkrieg Bop
Muitos acharão que ela deveria ser a número 1, mas, apesar de ser um clássico, não é a melhor. Ramones, 1976.

1- 53rd & 3rd
Melhor canção de todos os tempos, nada nunca vai conseguir superá-la. Ramones, 1976.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Versões bem sucedidas.

Versões, ou covers... quem nunca ouviu? A maioria das pessoas diz que covers NUNCA se comparam às músicas originais, mas existem versões que são tão geniais quanto as primeiras versões, ou até melhores. Versões que muito tempo depois você descobre que são versões, e fica bestificado com a qualidade.

Como isso é possível? Apenas as ondas sonoras podem explicar, mas vale a pena dar uma conferida em alguns exemplos MUITO bem sucedidos de covers.

Boyce Avenue - Fix you (Coldplay)



Nirvana - The Man Who Sold The World (David Bowie)



Maroon 5 - If I Ain't Got You (Alicia Keys)


bom proveito xD

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O Quieto de Liverpool

Fevereiro parece um mês propenso ao nascimento de lendas do rock, e esse caso não é uma exceção.

O undécimo melhor guitarrista de todos os tempos segundo a revista Rolling StoneUm brilhante compositor escondido, um gênio envolto pelas sombras da faiscante dupla Lennon/McCartney sob os holofotes, George Harrison completaria 69 anos neste 25 de Fevereiro.

Harrison é responsável por sucessos como "Something", "Here Comes The Sun" e "While My Guitar Gently Weeps". Ficamos aqui com a épica "Here Comes The Sun".

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O Cheiro do Espírito Jovem

No dia 20 de Fevereiro de 1967, em Aberdeen, Washington, nascia um dos maiores ícones do rock já conhecidos em toda a história da música.
Ele foi uma criança feliz, mas o divórcio dos pais disturbiou sua mente, tornando-o desafiador e recluso. As trevas que invadiam sua mente se aumentaram ainda mais ao presenciar os abusos que sua mãe sofria do novo namorado.
Tornou-se um adolescente incompreendido e mal-interpretado, cometia atos de vandalismo, assistia à shows de punk rock, largou os estudos duas semanas antes de sua formatura do Ensino Médio - o que teve como consequência mais tarde a expulsão de casa por sua mãe.
Ele preferiu uma guitarra à uma bicicleta, e essa foi a decisão mais inteligente de toda a sua breve vida. Seu segundo álbum com sua banda, lançado em 1991, até hoje é conhecido como um clássico do Rock e respeitado como tal.
Foi, mesmo à contragosto, a voz de uma geração inconformada com o excesso de imagem e a falta de mensagem da indústria musical. Era mais do que um rosto bonito e uma alma perturbada, era um revolucionário que queria apenas dizer o que precisava ser dito, mesmo que fosse obscuro, cruel, doentio e de árdua compreensão... Era o próprio cheiro do Espírito Jovem.

Kurt Donald Cobain, encontrado morto em 5 de abril de 1994, merece, sim, cada homenagem que lhe é prestada nesse dia, no qual completaria 45 anos. Sua vida foi tirada por suas próprias perturbações, mas sua música continuará perpetuando nos corações e exalando o cheiro do Espírito Jovem, seja este qual for.

E nesse post não será incluída "Smells Like Teen Spirit", a grande aclamação de Kurt; mas, sim, "You Know You're Right", lançada em 2002 como um último adeus ao último grande homem do Rock.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Um fim de semana e tanto...


Vampire Weekend é uma banda bem interessante para quem gosta de se aventurar em sonoridades inconvencionais. Da primeira vez que "A Punk"(do álbum homônimo à banda) passou por entre os meus ouvidos, lembro de ter dito algo como "é agressivo... transgressor... desorganizado... gostei".

Essas são as características mais evidentes do som do quarteto nova iorquino, mas também percebe-se grandes influências da música africana pelo uso da percussão destacada, do ska evidenciado pelos ataques rápidos da guitarra e um punk rasgado no vocal de Ezra Koenig (também responsável pelo nome da banda, oriundo do título de um curta-metragem feito por ele em 2005).

Além do Ezra Koenig no vocal e guitarra, a banda também conta com Rostam Batmanglij (teclados, guitarra e backing vocal), Chris Baio (baixo e backing vocal) e Chris Tomson (bateria e percussão). Tanto o primeiro álbum ("Vampire Weekend" - 2008) quanto o segundo ("Contra" - 2010) conseguem ter músicas bem distintas entre si, não estabelecendo uma linha de produção rítmica e melódica além de suas influências sonoras marcantes, o que resulta em um som descontraído e até mesmo dançante.

Mas, como vampiros não podem ter contato com a luz do Sol, o Vampire Weekend ainda não é conhecido da grande mídia especializada; apesar de já ter estado no Brasil em 2011. Então... se você quer um pouco de animação nas suas caixas de som, curta um bom Vampire Weekend e tire todo o espírito de segunda-feira de dentro de você!



domingo, 25 de dezembro de 2011

Playlist - Apostas Para O Verão 2012

O verão chegou dia 21, e todos sabemos que existem sempre músicas que nos animam ao Sol (ou nos pegam desprevinidos por mais ódio que possamos sentir da mesma), então... Nada mais justo com o que pode, sim, emplacar esse ano nas rádios, pistas e até mesmo (infelizmente) nas ruas e caixas de som dos vizinhos.

As 10 Apostas Para O Verão 2012

10 - Ai, Se Eu Te Pego (Michel Teló)

Começo por esse neoclássico do sertanejo trash (que na verdade nem de sertanejo pode-se denominar essa nova explosão do gênero), com refrão provocativo, letra escassa e fácil de grudar na cabeça. Já está sendo cantada pelo País inteiro por pessoas de todas as idades, desde crianças de 2 anos à senhores de 84 anos.



9 - Shake It Out - Florence + The Machine

A banda já é conhecida pelo público não-mainstream e, aos poucos, está conquistando a mídia especializada (li no outro dia uma matéria sobre a Florence Welch na Rolling Stone nacional), tanto pela sonoridade da banda quanto pelo estílo diferenciado da frontwoman.



8 - Pack Up - Eliza Doolitle

Com uma produção sonora que remete ao mais-que-hype referencial aos anos 50 e a voz meiga da cantora inglesa de 23 anos . É uma música para, como diz a própria letra, "Empacotar seus problemas em uma velha mala e jogá-los no mar"... Ou seja, abandonar as aflições e ser feliz.



7 - Paradise - Coldplay

Devem estar estranhando Coldplay em uma lista de verão, geralmente as pessoas (inclua a autora do post nesse grupo) rotulam a banda como uma daquelas "para embalar a depressão", mas essa música tem todo um arranjo mais elaborado e vibrante, perceptível pelos mais sensíveis desde o álbum "Viva La Vida". Mas, pra quem não é e nem quer ser expert em música, também é uma delícia pra ouvir e esquecer de tudo.



6 - Walk - Foo Fighters

Quem disse que verão não combina com rock? Combina e muito bem, ainda mais sendo Foo Fighters, uma banda que já conseguiu seu respeito não por teu um ex-Nirvana como fundador, mas pela música que é capaz de fazer - fora, claro, o talento interpretativo e hilário dos integrantes nos videoclipes (embora este só tenha o Dave Grohl comportando-se como um personagem).



5 - Otis - Throne (Jay Z & Kanye West)

Com o sample de um blues antigo de um cantor chamado Otis Redding (Try A Little Tenderness, uma boa pedida para os amantes do gênero), Jay Z está de volta e com reforço do gênio das rimas (embora comportamentalmente troglodita) Kanye West em uma parceria que pode render frutos ainda melhores à frente para o hip hop.




4 - Superbass - Nicki Minaj

A "Lady GaGa Negra", como é chamada pela mídia por causa de suas perucas coloridas, caretas e figurinos um tanto quanto inusuais, veio pra causar visualmente, mas musicalmente TAMBÉM. Ao contrário da GaGa, percebe-se que o foco principal dela é a música (e não a polêmica). Além de, claro, essa música ter muita "dançabilidade" (como inventaria o técnico de futebol Tite).



3 - We Found Love - Rihanna

Sim, a garota polêmica de Barbados está de volta com um single produzido pelo Dj  escocês Calvin Harris -e cuja produção não deixa nada à desejar aos masterhits do David Guetta. Ótima pra pegar uma praia, uma piscina, se preparar pra sair ou simplesmente dançar na balada; ou seja: a cara do verão.



2 - Sexy And I Know It - LMFAO

Conhecidos pela bombante "I'm In Miami Bitch" (cujo remix com "Let The Bass Kick" fez sucesso aqui no Brasil até enjoar... Mas nada como a original) e a mais recente "Party Rock Anthem", Redfoo (filho de Berry Gordy, nada menos que o fundador da poderosa Motown) e seu sobrinho SkyBlu esbanjam irreverência em uma música louca com um clipe mais sem noção ainda... Afinal, o verão é para ser divertido, não?




1 - Pumped Up Kicks - Foster The People

Letra polêmica, ritmo envolvente e ... assovios! É, "Pumped Up Kicks" conta com toda a minha esperança para se tornar o hit que alavancará Foster The People para as massas - uma vez que "Helena's Beat" só é conhecida pelos indies/ouvintes da OiFm , que no fim das contas dá no mesmo (e foi assim que eu conheci Foster The People); o que será ótimo, uma vez que a banda de pop eletrônico é realmente incrível.

E qual música VOCÊ quer que seja a trilha sonora do seu verão? Vem pro nosso Facebook e opine.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Muita Alma Nessa Hora

Sim, eu disse ALMA e não CALMA... Porque eu vou falar de Soul Music do século XXI.

Quando eu falo sobre uma britânica de vozeirão, cantora de Soul, eu sei bem em quem vem à mente...


Mas... não, (ainda) não vou falar sobre a Amy Winehouse. Esse post é sobre a menina boazinha do soul contemporâneo, ninguém menos que ela, linda e loira...


Joss Stone.

Bem, pra começo de conversa, Joss Stone é o nome artístico de Joscelyn Eve Stoker, originária de Dover (Inglaterra) e que cresceu ouvindo música de qualidade como Aretha Franklin e Donna Summer, conhecidas de quem curte música negra americana - o primordial da Soul Music.
O primeiro álbum de Joss foi The Soul Sessions (2003), carregado de covers de soul pouco conhecidos. No entanto, o primeiro hit dela foi "Fell In Love With A Boy", adaptação de "Fell In Love With A Girl", do White Stripes, uma banda de rock estadunidense.



O segundo single dela, "Super Duper Love", foi uma regravação de uma música do cantor Willie "Sugar Billy" Garner, e estourou no mundo todo, entrando até na trilha sonora do filme "Bridget Jones: No limite da razão".

Seguindo o sucesso emergente da cantora, veio "Mind, Body And Soul"  (2004), com músicas originais -embora sempre mantendo a sonoridade funky-soul - como "You Had me", "Don't Cha Wanna Ride" e a lenta, mas mesmo assim emocionante, "Spoiled".

Em Fevereiro de 2005, Joss ganhou dois prêmios do Brit Awards, a maior premiação da música britânica e uma das mais respeitadas do mundo -"Artista Solo Feminina Britânica" e "Artista Britânica de Música Urbana" - e concorreu à três Grammys (a maior premiação mundial de música) -"Melhor Artista Revelação", "Melhor Performance Vocal Feminina de Pop" por "You Had Me" e "Melhor Álbum Vocal de Pop" por Mind, Body & Soul.

Em 2007, veio o terceiro álbum, ainda com uma pegada funky, mas com influências perceptíveis de Pop, assim como a mudança de visual. O primeiro single foi "Tell Me 'Bout It", sutilmente abusada, seguida por "Tell Me What We're Gonna Do", em parceria com o rapper Common.



O álbum "Colour me free" (2009) não teve muita repercussão na mídia especializada, apesar de ter sido um sucesso de crítica. Desse álbum, não há nenhum single conhecido.

Em 2011, foi lançado o LP1, após sua saída da gravadora EMI e a empreitada de abrir sua própria gravadora, a Stone'D. O Single lançado para o álbum foi "Karma", embora houvesse especulações de que "Back In Style" entraria no álbum. Joss também integra o projeto "SuperHeavy", com Mick Jagger, David Stewart, J.R. Rahman (responsável pela trilha sonora de "Quem Quer Ser Um Milionário") e Damien Marley. Voltou, também, ao antigo estilo das madeixas loiras e veio ao Brasil no último Rock in Rio no palco Sunset. Definitivamente, Joss Stone é uma artista que merece aclamação mundial.

sábado, 29 de outubro de 2011

Um pouco de diversão

Eu ainda não falei aqui da banda Uó, que surpreendeu o Brasil com seu "Shake de Amor" (mas eu falo sobre isso depois), e também não falei dos Strokes (minha primeira referência de Indie Rock, que também terão um post só pra eles, como são meus divos e eu assumo)... mas o que uma coisa tem a ver com a outra?

Pois é, caro leitor/ouvinte, os goianos da Uó fizeram uma divertida versão de Last Nite no estilo tecnobrega. Como do que eu gosto mesmo é de música, sem rótulos, eu gostei. Espero que vocês também se divirtam (pelo menos) tanto quanto eu.

Primeiro, ouça Last Nite: Agora, Rosa:

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Interstella: Nem Smurfs, nem Avatar.


Se você curte animações de qualidade, storyboards bem coesos e música eletrônica boa, nada mais recomendável que um dos melhores (se não O melhor) longa metragem musical da nossa era. Não é assustador como The Wall, nem substancialmente dramático como Across The Universe.

Interstella 5555 foi produzido em 2003 pelo duo de música eletrônica Daft Punk, uma referência no assunto, e por Leiji Matsumoto, supervisor da gigantesca Toei Animation (responsável por master hits de animes, como Dragon Ball, Digimon, Sailor Moon, Cavaleiros do Zodíaco e Transformers). As músicas são do álbum Discovery, de 2001.

A história é, resumidamente, a seguinte: Quatro criaturas humadoides de um planeta distante formam uma banda: Stella (vocais), Arpeggius (Guitarra), Baryl (Bateria) e Octave (Teclado e vocais). No meio de uma de suas performances em seu planeta nativo, tropas invadem o show e carregam os simpáticos seres azuis que não são Avatares nem Smurfs. Eles são trazidos à Terra e humanizados à mando do Conde de Darkwood, um perverso magnata da música que batiza a banda como "The Crescendolls" e torna-os um master sucesso fonográfico, explorando-os impiedosamente.

Enquanto isso, uma tropa de resgate do planeta natal deles é mandada à Terra para efetuar o resgate, comandados por Shep - que, à propósito, é platonicamente apaixonado por Stella. O que acontece com as tropas? Qual o objetivo maléfico do Conde de Darkwood?  Isso eu não vou estragar, porque é um longa MARAVILHOSO e vale todo o tempo gasto assistindo. Então o que eu posso fazer é repassar faixa por faixa para compartilhar esse deleite audio-visual que é Interstella 5555. Não se preocupe com o tempo gasto, REALMENTE vale a pena contemplar esse achado, faixa por faixa.


One More Time (que talvez você já conheça se tiver mais de 16 anos) :



Aerodynamic 



Digital Love (minha favorita, particularmente *o*)



Harder Better Faster Stronger (sampleada no ano de 2007 para o hit "Stronger", do "american idiot" Kanye West - uma lástima, mas fazer o quê...)




Crescendolls 



Nightvision



Superheroes



High Life



Something About Us (lindíssima também)



Voyager



Veridis Quo



Short Circuit



Face To Face



Too Long



Mais uma dica: Se você, fã de Daft Punk, está pensando em baixar a trilha sonora de Tron Legacy com a lógica de 'OMG, Daft Punk numa trilha sonora... vai ser o novo Interstella' ... tire seu pequeno equino das torrentes águas provenientes do céu, são alguns fragmentos eletrônicos que complementam o filme, nada especialmente envolvente e bonito como Interstella, confie em mim (porque eu pensei isso também).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Como Reza a Missa, Black Sabbath (1970)


Confesso não ser fã do Black Sabbath, conheço musicas como Paranoid e Crazy Train, mas não um arsenal, como é o caso dos Ramones ou Maryslim, então talvez não devesse estar comentando sobre o álbum de estreia deles, mas que se dane, também não devia estar no computador e estou. ;p
As musicas têm introduções incríveis, com uma atmosfera sombria, como o nome do disco sugere (Black Sabbath pode ser traduzido como Missa Negra). Ao longo da musica as melodias vão se modificando, chegando algumas vezes a bateria ficar com certo destaque (e sem parecer um barulho estúpido e sem sentido!).
No entanto, a banda acaba por abusar do instrumental, Ozzy canta um pouco e então fica um instrumental longo... Isso acaba por amornar um pouco as canções. Foi o abuso do instrumental que acabou por me causar certa decepção, esperava coisas mais, como dizer, agitadas como Crazy Train.
Apesar de algumas vezes as musicas serem amornadas, elas são de uma qualidade que dificilmente se encontra na atualidade. Você não pode comparar “Evil Woman” a “Te Levo Comigo”, afinal. Este é um disco que eu recomendo para quem gosta de musicas com bastante instrumental.


Faixas:
1- Black Sabbath
2- Wizard
3- Behind the Wall of Sleep
4- N.I.B
5- Evil Woman
6- Sleeping Village
7- Warning

 A Propósito...
Diga não as drogas, veja só o que elas fizeram com o Ozzy que era tão lindo .-.

sábado, 8 de outubro de 2011

Impactos da Terra da Rainha



Bem... o assunto mais repercutido na mídia musical envolve Farrokh Bulsara e sua discípula póstuma, Stefani Germanotta. Se você sabe do que eu estou falando, deve se perguntar o que é, mas se não sabe, devo esclarecer que são ninguém menos que Freddie Mercury, eterno líder da histórica banda de rock Queen; e Lady GaGa, cujo nome artístico foi baseado em uma música dos caras (Radio GaGa).

A notícia foi dada por Brian May e divulgada na edição de domingo do jornal britânico The Guardian e deixou muita gente - desculpe o trocadilho - de cabelos em pé. Alguns acham uma esplêndida ideia a nova queridinha do Pop assumir os vocais icônicos do grupo, já os fãs xiitas de rock tradicional acham um absurdo e acham que de tanto tocar Radio GaGa e após a colaboração com a Srta. Germanotta na faixa 'You And I', Brian May estaria ficando - ups, eu vou fazer de novo- gagá.

Primeiramente, vamos aos fatos: Isso é o Queen e sua obra prima.



Esta é Lady GaGa e seu mais esmagador hit



E esta é a música que conta com a gravação da guitarra feita por Brian May (que, à propósito, nem aparece no video!)


E você, o que acha? É hora de renovar ou é melhor manter intacta a memória de Freddie? Vá na nossa página no Facebook e dê a sua opinião.

Eu só acho que quem é Rei nunca perde a majestade.